Do querer sem ser
Cris Sousil 07.04.09
Quero abrasadoramente
o que não sei querer,
o que não sei que é,
o que não sei nem ser,
o que não sei saber.
Morro por dizer,
o que não se pronuncia,
o que não se soletra,
o que não tenho idéia,
zero onomatopéia.
Me desmancho por revelar,
o que não tem reflexo,
o que não é concreto,
o que não é meu sangue,
o que não sei nem ver.
Me desaguo tempestuosamente,
mão que não se enfoca,
atriz do pé no chão,
enforca o que não diz,
em mim esconderijo
sufoca,
detrás,
não afago fim,
não afogo, enfim,
poeta.
Hola!
ResponderBorrarTienes una poética interesante. Me ha gustado lo que escribes.
Nos leemos.
Saluditos...
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ResponderBorrarVocê sempre é Poema que se escreve, nos colocando a seguir os rastros dos versos...e assim se vislumbra, o que a tua Poesia levantando o véu descobre...e pode-se ver a vida por um ângulo surpreendente, diferente...
Parabéns Cris, mais um lindo Poema! Beijos mil!
Passear pelos teus versos é uma viagem maravilhosa ao mais fundo do pensamento e da emoção...
ResponderBorrarSão belos e de uma intensidade fascinante, Cris!
Também sempre leio você, apesar de nem sempre comentar...
Um beijo grande!